Eu pensaria qualquer coisa de pensar, se fosse pra não pensar o que foi feito. Poderia de certa forma me ver louco, fora de mim por completo, seria a reação mais indicada. Me mantive estático, parado, congelado, completamente refém do inesperado. Eu estaria correto em jogar tudo pra cima, sair sem falar, calar, silenciar... Eu preferi sequer mudar.
Continuaria perfeitamente no meu lugar. Vejo o casal na rua a passear, poderia eu depois de tudo aquilo desejar? Eu riria se fosse de alguma forma tudo isso mudar,como se fosse engraçado, se fosse engraçado... Passaria horas e horas a matar teu tédio, horas e horas a ser o seu remédio.
Eu correria se a pressa resolvesse alguma coisa, eu trocaria cada linha imaginária da terra de lugar pra você ver um novo jeito do tempo passar. Faria o que nenhum outro fará, mas agora quem vai se importar? Nesse futuro do pretérito eu sou a segunda metade da condição que almejou ser a primeira num sonho de nuvem passageira.
Eu tentaria mil vezes enquanto visse o espaço de tentar, mas uma guerra perdida não vale a pena lutar, não me ponho mais a batalhar pelo que não vai vingar, em meio a tantas "alegrias" eu seria bem capaz de sorrir todo dia, até te deixaria de presente o meu sorriso para você roubar, só pra te ver alegrar.
Ainda assim eu não seria capaz de parar de pensar, um passo de cada vez é o mais importante pra dar, você aprende que por cima dos calos cada pancada dois menos e quanto mais se caleja mais se vê a importância de calejar. Não vejo motivo de calar, muito menos de gritar, só vejo motivos para não estar, não mudar, só deixar...
Tudo que tem ir vai, não tente puxar pra trás, tem gente que não entende, não compreende, você poderia ler, eu poderia falar, só que neste futuro do pretérito só nos resta o presente, sem mais, deixa ele ficar, o dia hoje está como o meu humor, chuvoso, quase frio e bom pra estar no que iria mas nunca foi nem nunca irá.
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