sábado, 3 de agosto de 2013

A arte da arte da arte de fazer parte

Com a loucura de Van Gogh vou colorir o mundo
com a genialidade de Da Vinci me deslumbro
com o tom de Monet
eu vejo você.

Como quem pensa que tem a mente de Einstein

eu te desmembro meu bem.
faço ascender como um Thomas Edson
do traço de Picasso te mostro meu tom.

Com a maestria de um Mozart

contemplo-te moça
como se isso fosse coisa boa
melhor que um verso do Pessoa.

Dramática como uma Carmem de Bizet 

é tão fácil de envolver
faz de mim o que quer e o que pode
ninguem explica Jung ou Freud

Me vejo menino mesmo quando passa o ano

você me prende como uma canção do Caetano
me diverte mais do que domingo no parque
você me tem como uma canção do Buarque

Queria te ver pela tela, pela janela

corre pro sol e me espera
usa em mim seu dom de atriz
faz me sentir como num conto do Assis

Complexa como um personagem do Dostoiévski

quebra as barreiras como na escola Brecht
ouvindo uma canção do Doryval, mexe, mexe as cadeiras mexe
como uma obra do Alighieri tudo é motivo quando acontece

Mas não me venha com Eça de Queiroz
escolhi o papel e não a voz
para exaltar esse sentimento atroz
que me destrói o peito como um animal feroz.

Me destrói o peito sem dó
Te vejo como um quadro de Miró
Com a voz de uma ópera falo
E com as dores de Frida, calo. 

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