Parecia até que o sol tinha adivinhado naquele dia que nós dois estávamos em sincronia, pensamentos afastados fisicamente mas em permanente encontro quântico e porque não astrofísico? Do primeiro "Oi" no início do encontro ao primeiro beijo com o sol tocando a barra do mar para fazer carinho nas ondas, as conversas dos mais perfeitos temas faziam carinho nas nossas cabeças.
Aquele beijo quase de surpresa com aquele gosto de cravo pequeno e desejo de três anos atrás, o vestidinho que circundava aquelas pernas lindas que caminhando ou paradas realizam o mais perfeito movimento de ondas elétricas pelo meu corpo.
A sábia sabia dos meus olhares mas ainda não sabia das minhas mãos e da minha boca. Depois do sol ir embora, em boa hora assim como o astro rei, nós fomos para um outro lugar ou foi outro lugar que veio até nós? Sei que os abraços, as mãos, os beijos (Ah aquele beijo Almodovár) Que dava vontade de não descolar a boca, que dava vontade de não descolar.
Enfim mas não ao fim, era a praia, o céu perfeito e o sol que nos deixou na sua despedida, agora nos presenciava na sua volta. Deitados, entrelaçados, quase perdidos porém encontrados um pelo outro. E diga lá coração, quando é que vou sentir esse toque de sua mão? Agora que aprendeu a ter asas, voa! Mas dia desses, pousa aqui na minha casa?
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