Acordei cedo, café forte e sem açúcar pra espantar o sono, a saudade amarga que me invade feito um bônus de estar vivo. Comprei uma pistola d'água de amor pra ver se mato essa sede de amar você. Espreguicei o ódio para longe, fiz um mantra com seus nomes e depois risquei todos os velhos nomes do caderno e descobri que atualmente o caderno ainda tem nomes demais.
Tomei um banho de paz pra poder enfrentar o dia mas a saudade de você me perseguia, sem guia eu passei em cada esquina da esquizofrenia aguda de ver vocês em todo lugar. As feridas sentimentais trazidas estão todas infeccionadas e saindo sangue e pus, é preciso tratá-las para que no mínimo ao final de tudo isso consigamos pelo menos andar sozinhos.
Na insônia da solidão eu acordei no meio da madrugada pensando em toda a vontade de que as suas pernas estivessem gostosamente entrelaçadas na minha cintura. Acordei cedo, café forte e sem açúcar pra espantar o sono, desnecessário, a saudade de vocês já me deixam acordado o bastante.
Bendita droga que meu corpo pede, vicio constante de estar em constante mudança, a minha vida no singular não existe. Tem que ser vocês, tem que ser de vez, tem que ser intenso, tem que me fazer escrever do nada, no meio da madrugada.
De plural em plural eu vou singularizando a minha vivência e quase que sem consciência vou colocando propositalmente os pés pelas mãos só pra ver até onde eu consigo me dobrar e me desdobro só pra ver os sorrisos, sejam eles fortes e sem açúcar ou com leite e muito mel.
Acordei cedo, café forte e sem açúcar pra espantar o sono, um bom suco de maracujá pra espantar a insônia que bota culpa no café mas na verdade é tudo culpa da minha cabeça.
♪"Era um sentimento muito engraçado
Era incorreto e atrapalhado
Mas era feito com muito esmero
Esquina da desilusão, cérebro com o coração
Número zero"♫
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