E era como se lhe rasgasse a alma toda vez que ela cravava as unhas em suas costas. Se afogava sem desespero no desejo desesperado por seu beijos encantados. Era feliz aprisionado no seu olhar de calabouço que calava profundamente aquele sentimento arrancado de um bolso sem fundo das cavas das válvulas do maldito coração. Era o nome dela que corria nos labirintos infindos das sinapses dos seus neurônios em uma repetição louca de tudo que há de mais coerente na incoerência daquelas sensações.
Era nos cabelos dela que ele se amarrava todas as noites para não despencar da sua cama de estrelas flamejantes saídas diretamente da pupila dilatada dos olhos do seu amor. Em suas curvas batia e se despedaçava dirigindo embriagado pela paixão do seu quadril maravilhoso. Se alimentava no seu seio, achando que podia curar os seus anseios de ser homem para toda aquela mulher.
Percorria abestalhadamente todo o seu corpo nu deitado de costas enquanto o seu cérebro não deixava ele esquecer o copo de Whisky na mão, para o mesmo não vir ao chão. Era da boca daquela mulher que ele ouvia os mais perfeitos sons, com ou sem sentido, que o deixavam surdo para o maldito mundo que existia além das paredes do apartamento apertado, que sem vizinhos ao lado, fazia o silêncio perfeito para que ele pudesse apenas a ela escutar.
Era naqueles ouvidos que as suas lindas palavras eram depositadas em verdades subjetivas que só ela merecia escutar. Foi naquela alma que ele depositou toda a sua vida o único direito de amar e foi assim do dia em que seus olhos se cruzaram até o último suspirar.
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