Eu que sou apenas espaço vazio com estruturas invisíveis que ligam as minhas moléculas subatômicas formando esse meu corpo carnal, eu consigo ver o vazio, pensar no vazio, estar no vazio. Camadas e camadas de alma humana, incerta, incoerente, aparentemente ser humano complexo bioquimiometafísico, apenas uma grande cebola, cheio de camadas e camadas, de pedaços do mosaico da vida que ao final só tem vazio.
Entre todas as incertezas da vida eu só corro atrás da certeza do nada, do som do silêncio, da visão cega que abrange o tempo não existente no centro do buraco negro. Viajando em pontes de Einstein-Rosen pelas galáxias da aura louca que segue perdida na busca pela chave do nada.
O nada é como o sol, que te dá vida se na distância correta mas te mata se perto ou longe demais, percorrendo o caminho de grama fluorescente daqueles que estão ao meu redor, o nada me faz devorar o tudo, porque afinal o que é o tudo se não um grande nada apenas esperando para ser encontrado?!
Eu me defendo com um escudo feito com os amores de todos que me cercam, rebato tristeza com luz, a todos aqueles que por um acaso tem enfraquecida suas chamas pelas malditas mazelas desse tudo que é a vida humana.
Encho a vida por aí de abraços apertados, eu te vejo gente, te vejo receptáculo pronto para receber um abraço cósmico. Se um dia eu te oferecer nada, saiba que estou te oferecendo tudo e se você me ver vazio saiba que de fato você me viu gente, assim como vejo você.
... arrepiou a fibra ossea do cabelo!
ResponderExcluirQue coisa linda, queria ver isso. ^_^
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