quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Termodinâmica

Em cada passo que ficou pra trás, passa uma multidão de sentimentos alheios ou não. São descontinuidades, quebras de pontos fixos, que aparentemente você achava que não iriam passar. Você se lembra da última vez que se pegou achando que iria parar em algum ponto?

A verdade é que existe uma dinâmica louca nas coisas todas, mesmo quando você tem aquela sensação de que tudo parou. Existem pessoas, lugares, momentos que são o nosso -273ºC, o nosso zero absoluto, a sensação do fim do movimento de todas as partículas, conhecidas ou não, do nosso corpo, do nosso tempo, da nossa vida.

Mas na verdade, essas pessoas, lugares, momentos, são apenas o nosso -272,9ºC, apenas te fazem sentir, achar, chegar perto de pensar de que tudo parou, mas o movimento constante da vida te arrasta e te faz perceber que o seu zero absoluto é uma ilusão absolutamente movimentada. 

E como é bom o movimento, como é gostoso sentir-se vivo, aquele abraço, aquele beijo, que não tem sequer vinte e quatro horas e você ainda sente na pele, aquele toque quente que reage quimicamente na mágica biológica das almas que se encontram em um  plano fisicamente desconhecido e metafisicamente real.

Não procure pelo seu zero absoluto, pelo contrário, procure pelo o que te faz entrar em ebulição o que te derrete o coração, descongela o cérebro e aquece a alma, procure pelo olhar onde dar prazer mergulhar. Não seja o zero absoluto de ninguém, quando tudo parecer congelar, movimente-se e só pare quando for aquela pele que te faz sentir-se quente, até quando você se sente no seu zero absoluto.



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