sábado, 24 de maio de 2014

A dor, o deserto e o despertar

"Há que se tomar cuidado
Aqueles que sopram ventos agourentos em sua direção
Ensanguentado, jogado no chão
Já posso sentir os malditos urubus voando
É o cheiro da minha carniça em vão

Vão! Todos se vão
Deixem só o deserto seco e frio
Não esperem por nada
É o maldito pesadelo
A primeira bicada

Maldito gosto de fumaça suja
A ausência dos meu sentidos
E eu não estou sonhando
E eu não consigo me mexer
Mais uma bicada

A dor estranha das minha entranhas
Expostas no deserto absurdo e surreal da minha própria cabeça
A bizarra ferida que nunca se fecha gritando ao urubus
Destruam a minha carne ridícula e me libertem!
Minha alma quer dançar

Últimas bicadas
Pedaços arrancados e postos no lugar
A lua lindíssima abraçada com o sol
E eu abri os olhos
Banho frio, café preto... É hora de levantar"

- Cosmos

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